Quem quer ser um bilionário?


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A cúpula dos líderes mundiais está reunida em uma sala secreta da ONU. O terrível Dr. Evil – que ainda não foi derrotado pelo agente inglês Austin Powers – ameaça destruir o mundo com uma arma nuclear se as nações não lhe pagarem a quantia de… cem Milhões de dólares! Todos dão gargalhadas na sala. Só isso para salvar o planeta?

O vilão desta paródia de filmes de espião, estrelada por Mike Myers, tinha ficado congelado desde a década de 1970 e desconhecia completamente o cenário econômico internacional. Envergonhado, ele se corrige: cem Bilhões de dólares – e aí sim, todos entram em pânico com o valor.

Nas estantes dos livros de negócios, o cenário é bem parecido. Apesar do grande número de títulos ainda estampar “milionário” na capa, o topo da “cadeia alimentar” agora é dominado pelos bilionários. Um grupo bastante seleto, que leva nove zeros antes da vírgula em suas contas bancárias.

Para dizer quem são, onde vivem, o que pensam, de onde vieram as maiores fortunas globais e principalmente o que eles têm em comum, o jornalista Ricardo Giromel destrinchou um universo VIP de cerca de 1600 nomes da lista dos maiores ricos do mundo. Pessoas que provavelmente nunca vão ter a emoção de parcelar uma compra em dez vezes, pegar um ônibus lotado na hora do rush, ou optar por um queijo menos requintado no supermercado.

Apesar de no imaginário popular viverem em um mundo de casas suntuosas, roupas de grifes caras, carrões, jatinhos, festas e glamour, muitos bilionários (principalmente os empreendedores) fogem do estereótipo.

Que digam os filhos de Warren Buffet que sempre foram de ônibus para a escola, cursaram o ensino público e um belo dia descobriram quanto dinheiro a família tinha. Foi em 1987, quando foi publicada a primeira lista da Forbes. Seu filho, Peter, já tinha mais de 20 anos e ficou tão surpreso quanto seus vizinhos. Outro caso que passa longe da ostentação é de George Joseph, que usa os mesmos ternos há mais de uma década.

O livro destaca essa aversão aos gastos frívolos dos bilionários – afinal, eles preferem muito mais ganhar e acumular dinheiro do que torrar por aí. Para isso, trabalham muito. Em uma pesquisa com 50 deles, descobriu-se que mais de 60% trabalha de 40 a 60 horas semanais; 29,8% mais de 60 horas por semana; e apenas 2,1% por menos de 4 horas. Ou seja, se você pensar em ficar muito muito rico, provavelmente isto não vai ser um sinônimo de descanso!

Uma relevante característica em comum dos bilionários foi: ser empregador e não empregado. A grande maioria não trabalha por salários, e sim por participação nos lucros de empresas que administram ou são sócios. Falando em sociedade, Steve Case, fundador da America Online (AOL) sugere que é preciso concentrar-se também com quem você vai trabalhar: “De fato, já foi dito muitas vezes que o que você faz é menos importante do que com você faz isso – que as pessoas com as quais você se rodeia, se um cônjuge, ou amigos, ou colegas de trabalho, acabaram por ser o principal fator determinante do curso que sua vida vai tomar”. Resumindo, ‘tubarão anda com tubarão’.

A educação é outro ponto em comum. Vide a paixão de Jorge Paulo Lemann sobre o tema. Como já afirmou Jim Rohn, um dos maiores palestrantes motivacionais do mundo, “A educação formal vai fazer você ganhar a vida; autoeducação vai fazer você ganhar uma fortuna”.

Os bilionários também tem uma característica comportamental que muito se fala em aulas e reportagens de empreendedorismo: eles permitem-se errar, cometem novos erros e fracassam até acertar, rumo ao sucesso. São pacientes, assíduos e perseverantes, como os alquimistas da música de Jorge Ben, mas também tenazes e com sangue nos olhos para realizar!

E além disso, são sensíveis à filantropia. Cada vez mais, doam fatias imensas de seu dinheiro. “A realidade da grande fortuna é que você não pode gastá-la e você não pode levá-la com você. Durante décadas, eu tenho me comprometido em oferecer a maior parte da minha riqueza para causas que me apaixonam”, afirmou Michael R. Bloomberg, magnata do mercado financeiro.

Apesar de suas contas bancárias recheadas e o nome imponente na lista da Forbes, o livro mostra que em diversos aspectos os milionários são gente como a gente. E como super-heróis estão prontos para colocar seu dinheiro para jogo, quando o assunto é salvar o planeta (tomara que consigam!).

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